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Entre os homens, na história da humanidade, o amor sempre foi uma ação de coragem e desprendimento. Na maioria das vezes uma ação solitária e não compreendida. Todos aqueles que agem por amor a um ideal, a uma causa correm o risco da crítica e da incompreensão dos tolos e acomodados que não têm a mesma coragem e disposição de fazer o bem pelo bem, sem interesse em receber algo em troca. A mais terrível ilusão humana é a de que o mal paga salários mais altos e compensadores pelos imorais, ilícitos e obscuros serviços prestados.
Ainda são abismais as diferenças evolutivas morais e éticas entre as pessoas que habitam o mesmo planeta. A preguiça, a inveja, o orgulho e a vaidade estão cravados e gravados no caráter e na personalidade das pessoas e vão passando de geração em geração numa crescente desvalorização dos bons princípios e dos valores cristãos.
Nas relações de uns com os outros, a característica predominante é o interesse em levar vantagem, obter lucro, conseguir algum favor em benefício próprio. O irmão procura o irmão para pedir algo. O vizinho procura o vizinho para pedir algo. O filho procura o pai para pedir algo. O eleitor procura o político para pedir algo e este o atenderá com a promessa do seu voto na próxima eleição.
As relações humanas se transformaram em transações comerciais e materiais num vale tudo por dinheiro sem regras ou leis. Por isso, estamos testemunhando tempos de guerra, de violência, de medo, insegurança e decadência. Mas o amor é perseverante no espírito de todos os seres e mais dia menos dia tocará e transformará todos os homens, que compreenderão que o amor é o único caminho para a verdadeira felicidade que tanto almejam.
Luciano Buzatto,
da Ucaprof