quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

A libertação animal emana do povo

Na prática, dois elementos devem concorrer para o progresso do ativismo de proteção e defesa animal: o conhecimento científico da causa e os meios de popularizá-la.

A difusão das ideias protecionistas estabelecidas a partir do reconhecimento de que os animais não humanos são sujeitos de direito, assim como os humanos, depois do impacto social, faria nascer a curiosidade do povo sobre o assunto, multiplicando os simpatizantes, — processo, este, que já se encontra em andamento na sociedade sob ferrenha resistência.

Hoje, se discute o fim do uso dos animais na alimentação, no vestuário, nos espetáculos (rodeios, vaquejadas, corridas etc), nas práticas religiosas, no ensino, na pesquisa. Porém, essa discussão tem de ser o mais popular possível, apresentar argumentos simples e racionais com propostas alternativas acessíveis e viáveis.

Antes é preciso educar, conscientizar o povo, libertar a consciência coletiva de hábitos, culturas e tradições ultrapassadas, primitivas, despertar a consciência popular para o fato de que os animais são seres sencientes, ou seja, sentem dor, medo, prazer, alegria, saudade, estresse, têm memória e consciência de si mesmos.

Depois, o povo provoca a mudança do poderio econômico das indústrias dos matadouros, frigoríficos, laboratórios etc. É um processo lento, mas já começou.

Atualmente, o vegetarianismo e o veganismo são os hábitos alimentares que mais crescem no mundo. Alguns países aboliram o uso de animais em pesquisas e várias instituições de ensino deixaram de utilizá-los. Muitos municípios proíbem rodeios, vaquejadas e circo com animais e, alguns, começaram a proibir o seu uso em pesquisas.

A verdade sobre as torturas e crueldades que se impõem aos animais nos laboratórios, nos matadouros, nos rodeios, vaquejadas, na indústria da moda, dos alimentos, entre outras, deve ser revelada publicamente para que todos a vejam.

O ativismo pela proteção, defesa e direitos dos animais promove o fim do holocausto animal, faculta a libertação  da culpa humana pelo genocídio contra os animais.  Suas raízes devem ser fincadas fundo no seio do povo.   

Luciano Buzatto
Ativista pelos direitos dos animais

Idealizador e fundador da União Cabreuvana Protetora da Fauna e Flora (UCAPROF)

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